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Como uma voz de fonte que cessasse
(Fernando Pessoa)
Como uma voz de fonte que cessasse
(E uns para os outros nossos vãos olhares Se admiraram), p’ra além dos meus palmares De sonho, a voz que do meu tédio nasce Parou... Apareceu já sem disfarce De música longínqua, asas nos ares, O mistério silente como os mares, Quando morreu o vento e a calma pasce... A paisagem longínqua só existe Para haver nela um silêncio em descida P’ra o mistério, silêncio a que a hora assiste... E, perto ou longe, grande lago mudo, O mundo, o informe mundo onde há a vida... E Deus, a Grande Ogiva ao fim de tudo... Autor: (Fernando Pessoa) - Adicionado em: 28/08/2010 - Cliques: 1653 - 0 comentários - [ envie o seu comentário ] [ envie esta poesia para um amigo ] › Adicione esta poesia aos favoritos: › Comentários (0):
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