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A vidraça
(Luis Roggia)
Olhando a chuva pela vidraça embaçada
Relembro momentos passados Versos compostos, lágrimas choradas. Juras de amor outrora trocadas Entre abraços, beijos, suor e desejo. Dois corpos se uniram apaixonados. Olhando a chuva pela vidraça embaçada Vejo você, na transparência, o teu corpo molhado. Delineando a sensualidade das tuas curvas Os pingos contornando cada ponto de prazer Como o toque das minhas ávidas mãos Ansiosas em sentir o bater do teu coração Olhando a chuva pela vidraça embaçada Vejo-me do lado de cá, estático, pensativo. O bater acelerado do coração se confunde Com o barulho dos pingos da chuva na calçada O tic-tac do relógio na estante revela O tempo deixa marcas, como os dedos na janela. Você se foi, como a água ribanceira abaixo. Levando contigo o que restou de nós dois A cada chuva, a cada pingo, a espera. Mas o tempo não volta. Só restam lembranças e mais nada Hoje me vejo assim. Olhando a chuva pela vidraça embaçada. Autor: Luis Roggia - Adicionado em: 22/08/2010 - Cliques: 11 - 0 comentários - [ envie o seu comentário ] [ envie esta poesia para um amigo ] › Adicione esta poesia aos favoritos: › Comentários (0):
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