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Um cometa passava... Em luz, na penedia,
Na erva, no inseto, em tudo uma alma rebrilhava; Entregava-se ao sol a terra, como escrava; Ferviam sangue e seiva. E o cometa fugia... Assolavam a terra o terremoto, a lava, A água, o ciclone, a guerra, a fome, a epidemia; Mas renascia o amor, o orgulho revivia, Passavam religiões... E o cometa passava. E fugia, riçando a ígnea cauda flava... Fenecia uma raça; a solidão bravia Povoava-se outra vez. E o cometa voltava... Escoava-se o tropel das eras, dia a dia: E tudo, desde a pedra ao homem, proclamava A sua eternidade ! E o cometa sorria... Autor: (Olavo Bilac) - Adicionado em: 31/08/2010 - Cliques: 311 - 0 comentários - [ envie o seu comentário ] [ envie esta poesia para um amigo ] › Adicione esta poesia aos favoritos: › Comentários (0):
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