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Sete de Setembro
(Casimiro de Abreu)
I
Foi um dia de glória! - O povo altivo Trocou sorrindo as vozes de cativo Pelo cantar das festas! O leão indomável do deserto Bramiu soberbo, dos grilhões liberto, No meio das florestas! Lá no Ipiranga do Brasil o Marte Enrolado nas dobras do estandarte Erguia o augusto porte; Cercada a fronte dos lauréis da glória Soltou tremendo brado da vitória: - Independência ou morte! O santo amor dos corações ardentes Achou eco no peito dos valentes No campo e na cidade; E nos salões - do pescador nos lares, Livres soaram hinos populares À voz da liberdade! II Anos correram; - no torrão fecundo Ao sol de fogo deste novo-mundo A semente brotou; E franca e leda, a geração nascente À copa altiva da árvore frondente Segura se abrigou! A roda da bandeira sacrossanta Um povo esperançoso se levanta Infante e a sorrir! A nação do letargo se desperta, E - livre - marcha pela estrada aberta Às glórias do porvir! O país, n'alegria todo imerso, Velava atento à roda só dum berço. Era o vosso, Senhor! Vós do tronco feliz doce renovo, Vede agora, Senhor, na voz do povo Quão grande é seu amor! Autor: (Casimiro de Abreu) - Adicionado em: 21/12/2009 - Cliques: 4368 - 2 comentários - [ envie o seu comentário ] [ envie esta poesia para um amigo ] › Adicione esta poesia aos favoritos: › Comentários (1):
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